quarta-feira, 28 de julho de 2010

Winnicott e os Processos criativos

No Atelier Rink...
Processos criativos se constituem em:

um lugar e um tempo
&

em uma experiência cultural

que inclui:
tecnologia e imaginação social.

(Winnicott, 1975)

Atelier Rink: trabalhos compartilhados em grupo...


Julgamos que os trabalhos compartilhados em grupo podem contribuir para a mobilização do processo criador de outros alunos, professores e para a criação de novos sentidos.

Estes processos de produção artística também são vistos como produtores de narrativas identitárias, (auto)biográficas e imaginativas; produtores também de subjetividade e cultura.
Atelier Rink

Comunicação Oral na IV Mostra de Práticas em Psicologia

Processos criativos e imaginação grupal

Tema: Educação
Autor Responsável por apresentar o Trabalho: ANITA RINK
Autor(es)
adicionais: MARSYL BULKOOL METTRAU - UNIVERSO
Financiador: -
Resumo:
Pretendemos verificar a imaginação grupal e sentimentos registrados pelos alunos do Atelier Rink em sua produção artística. Ao criarem desenhos e pinturas os alunos compartilham com os colegas presentes, internautas, amigos, pesquisadores e professores suas ideias e imaginação. A expressão pictórica dos alunos será vista por todos os companheiros, em uma tentativa de dar voz a imagem, possibilitando uma polifonia a partir da obra (Bakhtin, citado por Brait, 2009). Para se produzir arte é importante o aprendizado de diversas técnicas, da influência da imaginação coletiva, contexto social e histórico e da criatividade do aluno (De Mais, 2002). Fazer arte também engloba afeto, intuição, experiência pessoal e coletiva e uma capacidade de expressar plasticamente a síntese desta multiplicidade que perpassa este aluno. Os processos criativos se constituem em um lugar e tempo e em uma experiência-cultural, incluindo a tecnologia e a imaginação social (Winnicott, 1975). Julgamos que os trabalhos compartilhados em grupo podem contribuir para a mobilização do processo criador de outros alunos, professores e para a criação de novos sentidos. Estes processos de produção artística também serão vistos como produtores de narrativas identitárias, (auto)biográficas e imaginativas; produtores também de subjetividade. Nosso objetivo é colocar em evidência a palavra, o pensamento e as interpretações realizadas pelos sujeitos pesquisados. Acreditamos na construção de novos diálogos, diferentes formas de pensar, perceber, sentir e atuar que caracterizam os sujeitos imersos em processos criativos e coletivos. O material do campo de pesquisa será coletado no lugar do ensino e da aprendizagem de desenho e na construção da palavra-imagem e imagem-palavra. Apoiando-se em alguns conceitos de Vygotsky. Serão diálogos entre pesquisador, professor e alunos. Esta pesquisa encontra-se em andamento e os resultados virão já em próxima produção apresentada.

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

criação estética


A criação estética não dispõe de uma língua... Cria sua comunicação

Com a Arte: adquirimos experiência estética, aguçamos nossa percepção...

A prática artística e a consciência estética se alteram de acordo com os momentos históricos.

A criação partindo do “sempre novo” (Foucault): criação como processo permanente de invenção.

Os nossos processos cognitivos estão a todo momento inventando o mundo, e não representando.

A percepção não é um ato passivo.

A criação não é o resultado de um projeto como dizem os positivistas. A criação nos seres humanos é um processo de criação de mundos possíveis.

Sempre novo (Foucault): As coisas novas são modo de representação do que já existe. Não existe o novo, mas é sempre novo.

As coisas não partem do ponto “0”. O novo é uma constante re-invenção possível.

Cada um de nós é uma coleção de informações que está o tempo inteiro inventando. A criação é uma condição permanente do vivo, que aparece, por exemplo, na criação de objetos.

Mas aí não é mais criação. Só passa a ser quando o outro “olha” esse objeto e re-cria. A criação não é o resultado de um projeto mumificado.

A criação positivista já não é mais criação. É um mausoléu, congelado. O projeto é criação, o processo é criação. A “Criação pronta” é a menos criação.

Hábitos perceptivos: o corpo está o tempo todo fazendo projetos.

Hábitos perceptivos. Criamos cotidianamente com nossos hábitos perceptivos. Fazemos todos os dias nossos projetos, que formalizam nossas percepções.

O corpo faz isso cognitivamente. É no cotidiano, é no corpo. Não só a arte é criação. É preciso expandir essa ideia.

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Abelardo da Hora no CCBB-RJ


Veja o adolescente pernambucano de 86 anos em seu trabalho, preparando as obras para sua exposição “Amor e Solidariedade” que chega ao CCBB do Rio de Janeiro com mais de 15 toneladas de arte, distribuídas em mais de cem esculturas do recifense Abelardo da Hora. A mostra é gratuita e fica em cartaz de terça a domingo, das 10h às 21h


Abelardo da Hora no CCBB-RJ. 60 anos de Arte. A Exposição: "Amor e Solidariedade" teve início em 22 de Setembro e vai até 29 de Novembro de 2009. Abelardo de todas as horas e de todas as gentes retrata a polivalência da cultura brasileira em esculturas, desenhos, pinturas, gravuras, cerâmicas e poesia... Quem tiver oportunidade deve conferir certamente vai se encantar. Gilberto Freire é um, dentre tantos outros, de seus admiradores e também colecionadores; assim como Ariano Suassuna, Paulo Freire, Manuel Bandeira, dentre outros.

sexta-feira, 24 de julho de 2009

Virada Russa: A Vanguarda na Coleção do Museu Estatal Russo de São Petersburgo e a experiência estética de Mikel Dufrenne





O Centro Cultural de Banco do Brasil (CCBB) do Rio de Janeiro traz ao Brasil a exposição Virada Russa: A Vanguarda na Coleção do Museu Estatal Russo de São Petersburgo. São 123 peças que marcaram o movimento artístico e cultural ocorrido durante a primeira fase da Revolução Russa, entre as décadas 1890 e 1930. A mostra reune obras de artistas da chamada vanguarda russa, vindas diretamente do acervo do State Russian Museum – o museu que reúne a maior coleção de arte russa no mundo. As obras expressam a efervescência artística e cultural dos anos anteriores ao Outubro Vermelho, que seguiram várias vertentes como o Não-Objetivismo e, principalmente, o Suprematismo e o Construtivismo. Entre as raridades que serão apresentadas nos salões do CCBB estão clássicos como Promenade, de Chagall, que representa um momento mais lírico dentro do surrealismo, e os três quadros de Malevitch, que marcam o começo do verdadeiro rigor geométrico na pintura – a cruz, o quadrado e o círculo negro sobre um fundo branco. As obras de Kandinsky – como Igreja Vermelha, Cruz Azul e São George II, presentes na mostra – marcam o ponto de partida para a pintura abstrata. Tatlin precursor da vertente construtivista está presente na mostra com a obra Contra-relevo de Esquina – complexo, em aço, alumínio, zinco e madeira que traduz o novo mundo industrial ao adotar formas, materiais e técnicas da moderna tecnologia, encarnando a ideia do artista-engenheiro. A mostra traz, ainda, peças de roupa desenhadas por Bárbara Stepanova, dentro da noção construtivista do artista ligado à fábrica.

Este passeio por entre obras relacionadas à história da arte deve ser saboreado na sua diversidade estética e percebida dentro do campo afetivo e imaginário de cada pessoa. O fato destas obras terem importância histórica não deveria obrigar o observador a gostar ou a ter uma opinião já formada sobre ela. Segundo o filósofo francês Mikel Dufrenne, existe uma experiência estética que seria uma forma de reconciliar o homem consigo mesmo. Nesta experiência haveria uma aproximação de uma atitude sentimental com uma atitude racional. Portanto, as diversas exposições que freaquentamos podem nos ajudar neste exercício, em que estar diante de uma obra pode ser uma experiência estética - a imaginação, o afeto e o conhecimento podem estar juntos - de modo a "usar" a arte para habitarmos melhor o nosso mundo interno e imaginativo e externo.


quarta-feira, 24 de junho de 2009