sexta-feira, 27 de julho de 2012
Séries Artísticas
Formas caseiras de ser artista
http://pt.scribd.com/doc/31625085/Arte-e-Tecnicas-Artisticas
http://books.google.com.br/books?id=IYaJF_w5rpsC&pg=PA186&lpg=PA186&dq=em+anilina+a+pedra+hume+derrete?&source=bl&ots=64VWDFc2kw&sig=35dLtxtM4QvKF709SG9VxO3Frgc&hl=pt-BR&sa=X&ei=RpESUJ5ogvL2BJWfgKAE&ved=0CGMQ6AEwAg#v=onepage&q=em%20anilina%20a%20pedra%20hume%20derrete%3F&f=false
segunda-feira, 23 de maio de 2011
I Congresso Virtual de Psicologia, Saúde e Educação do Rio de Janeiro.
Auditório 03 - "Processos Criativos Contextualizados na Arte-Educação" Pensar em educar é buscar formas para criar sentidos e fazer descobertas ao longo do caminho e da construção do saber. Apresentaremos uma pesquisa em que evidenciamos vivências pessoais dos participantes, que estão simultaneamente imersos em uma coletividade social-histórica e um determinado contexto, trouxemos à luz a voz do sujeito de modo a torná-lo um narrador de si mesmo, ouvite do outro e reflexivo sobre sua forma de criar e produzir arte. Como resultado foi percebido que a pesquisa estimulou reflexão e as trocas intersubjetivas que possibilitaram (re)significar ideias sobre si e sobre a criatividade, em que processos e experiências ganharam um novo lugar.
Palestrante : Profa. Anita Rink
terça-feira, 22 de fevereiro de 2011
sábado, 22 de janeiro de 2011
Sociopoética
Por: Shara Jane Holanda Costa Adad
Fichamento:
É uma prática filosófica, uma passagem obrigatória para quem quer transformar as práticas sociais, por paradoxalmente não visar à transformação social e ainda menos a conscientização, e sim o conhecimento do inconsciente, através do descobrimento das Américas (negras, brancas, indígenas e mestiças), do pensamento dos grupos-pesquisadores.
Por que uma filosofia? Por que ela:
1- Descobre os problemas que inconscientemente mobilizam os grupos sociais;
2- Promove a criação de novos problemas ou de novas maneiras de problematizar a vida;
3- Favorece a criação de confetos, contextualizados no afeto e na razão, na sensualidade e na intuição, na gestualidade e na imaginação do grupo pesquisador;
4- Possibilita a criação de conceitos desterritorializados, que entram em diálogo com os conceitos dos filósofos profissionais. (GAUTHIER, 2003, p. 12).
Na sociopoética realizamos a pesquisa em grupo e por meio de oficinas que utilizam dimensões da arte para produção de conceitos heterogêneos, polifônicos, polissêmicos, metafóricos e mesmo inusitados sobre um tema gerador.
A Sociopoética se trabalha com a noção de multiplicidades, de bando, não se identifica os participantes. [...] trabalhar em grupo é multiplicar os lados da visão, audição, tato, paladar e razão.
que [...] em grupo, ao acaso, [...] se encontra uma idéia, porque o que se aprende e se conhece acontece a partir de múltiplos e diversos domínios. É a partir da relação com o exterior – o de fora - que podemos
respirar ar fresco, algo que produza nos corpos-pesquisadores o desejo de se auto-analisar e de contribuir com experimentações outras. É preciso fazer o múltiplo, diz Deleuze. Nesse caso, o que mais conta não é apenas o trabalho em grupo, mas o fato estranho de trabalhar ‘entre’ as pessoas de um grupo. É deixar de ser a autora [...] e, ao contrário, proliferar encontros entre pessoas diferentes, tanto de um lado quanto de outro. (ADAD, 2004, p. 221).
O momento filosófico da análise Sociopoética é aquele dedicado a confrontar o conhecimento produzido pelo grupo-pesquisador, com reflexões teórico-filosóficas de outros autores ou correntes. Vale destacar a que estou me referindo quando falo em “produção filosófica de confetos” e gostaria de dizer mais claramente o que estamos chamando de “filosofia”:
A filosofia não pode ser associada nem à reflexão, nem à contemplação, nem à comunicação: Ela não é contemplação, pois as contemplações são as coisas elas
mesmas enquanto vistas na criação de seus próprios conceitos. Ela não é reflexão, porque ninguém precisa de filosofia para refletir sobre o que quer que seja. [...] E a filosofia não encontra nenhum refúgio último na comunicação, que não trabalha em potência a não ser de opiniões, para criar o ‘consenso’ e não o conceito. (DELEUZE; GUATTARI, 1997, p. 14).
o conceito é da ordem do acontecimento, não
da essência. Sendo assim, ele tem sempre a verdade que lhe é possível em função das condições de sua criação, portanto, não se pode afirmar que haja um conceito melhor do que outro. Faz-se necessário chamar atenção de mais um detalhe: os conceitos não devem se relacionar com os nossos problemas, com a nossa história e, sobretudo, com os nossos devires. (DELEUZE; GUATTARI, 1997, p. 40).
Foi com base nessa perspectiva que Gauthier (2004) desenvolveu a noção de “confeto” (conceito-afeto) e de Sociopoética. Ambos criam dispositivos (técnicas artísticas) que possibilitam ao grupo-pesquisador inventar novos conceitos e produzir metáforas. Estas, apesar de não serem propriamente um conceito, promovem uma tensão produtiva num mundo que se apresenta pacífico e desproblematizado. Com base nas experiências práticas observa-se que os grupos realizam deslocamentos no pensamento em direção a novas possibilidades de criação. Além disso, o confeto envolve elementos poéticos e artísticos que fazem com que Sociopoética se situe no entre-dois do saber e do
sentir. (SILVEIRA, 2004, p. 146)
Qual a importância de criar conceitos?
Tal importância reside na possibilidade de confrontar conceitos já constituídos, nos permitindo fazer surgir novas variações, operar vibrações, multiplicar possibilidades e suscitar novos acontecimentos. Dessa forma, aquilo que estava cristalizado começa a se tornar movimento. E o mais surpreendente é que nesses movimentos não estão em funcionamento apenas objetos, mas envolvem consigo a própria conformação do sujeito, pois pensar e ser são a mesma coisa. O movimento não é imagem do pensamento sem ser também matéria do ser. (DELEUZE; GUATTARI, 1997, p. 32).
A Sociopoética, no momento filosófico, pretende ser um espaço onde possa ocorrer a produção de sentidos, de acontecimentos ou de conceitos, e ao mesmo tempo, produção de subjetividade: pensar e ser são uma só e a mesma coisa. E como o conceito é um acontecimento, não pode existir sem ser perpassado de afetos que não são emoções individuais, nem sentimentos, mas intensidades que percorrem os corpos. Por isso, a Sociopoética se utiliza do neologismo “confeto”, mistura de conceito e afeto, para mostrar que na atividade do grupo pesquisador os afetos não só existem, como são o próprio
motor da criação.
Fichamento:
É uma prática filosófica, uma passagem obrigatória para quem quer transformar as práticas sociais, por paradoxalmente não visar à transformação social e ainda menos a conscientização, e sim o conhecimento do inconsciente, através do descobrimento das Américas (negras, brancas, indígenas e mestiças), do pensamento dos grupos-pesquisadores.
Por que uma filosofia? Por que ela:
1- Descobre os problemas que inconscientemente mobilizam os grupos sociais;
2- Promove a criação de novos problemas ou de novas maneiras de problematizar a vida;
3- Favorece a criação de confetos, contextualizados no afeto e na razão, na sensualidade e na intuição, na gestualidade e na imaginação do grupo pesquisador;
4- Possibilita a criação de conceitos desterritorializados, que entram em diálogo com os conceitos dos filósofos profissionais. (GAUTHIER, 2003, p. 12).
Na sociopoética realizamos a pesquisa em grupo e por meio de oficinas que utilizam dimensões da arte para produção de conceitos heterogêneos, polifônicos, polissêmicos, metafóricos e mesmo inusitados sobre um tema gerador.
A Sociopoética se trabalha com a noção de multiplicidades, de bando, não se identifica os participantes. [...] trabalhar em grupo é multiplicar os lados da visão, audição, tato, paladar e razão.
que [...] em grupo, ao acaso, [...] se encontra uma idéia, porque o que se aprende e se conhece acontece a partir de múltiplos e diversos domínios. É a partir da relação com o exterior – o de fora - que podemos
respirar ar fresco, algo que produza nos corpos-pesquisadores o desejo de se auto-analisar e de contribuir com experimentações outras. É preciso fazer o múltiplo, diz Deleuze. Nesse caso, o que mais conta não é apenas o trabalho em grupo, mas o fato estranho de trabalhar ‘entre’ as pessoas de um grupo. É deixar de ser a autora [...] e, ao contrário, proliferar encontros entre pessoas diferentes, tanto de um lado quanto de outro. (ADAD, 2004, p. 221).
O momento filosófico da análise Sociopoética é aquele dedicado a confrontar o conhecimento produzido pelo grupo-pesquisador, com reflexões teórico-filosóficas de outros autores ou correntes. Vale destacar a que estou me referindo quando falo em “produção filosófica de confetos” e gostaria de dizer mais claramente o que estamos chamando de “filosofia”:
A filosofia não pode ser associada nem à reflexão, nem à contemplação, nem à comunicação: Ela não é contemplação, pois as contemplações são as coisas elas
mesmas enquanto vistas na criação de seus próprios conceitos. Ela não é reflexão, porque ninguém precisa de filosofia para refletir sobre o que quer que seja. [...] E a filosofia não encontra nenhum refúgio último na comunicação, que não trabalha em potência a não ser de opiniões, para criar o ‘consenso’ e não o conceito. (DELEUZE; GUATTARI, 1997, p. 14).
o conceito é da ordem do acontecimento, não
da essência. Sendo assim, ele tem sempre a verdade que lhe é possível em função das condições de sua criação, portanto, não se pode afirmar que haja um conceito melhor do que outro. Faz-se necessário chamar atenção de mais um detalhe: os conceitos não devem se relacionar com os nossos problemas, com a nossa história e, sobretudo, com os nossos devires. (DELEUZE; GUATTARI, 1997, p. 40).
Foi com base nessa perspectiva que Gauthier (2004) desenvolveu a noção de “confeto” (conceito-afeto) e de Sociopoética. Ambos criam dispositivos (técnicas artísticas) que possibilitam ao grupo-pesquisador inventar novos conceitos e produzir metáforas. Estas, apesar de não serem propriamente um conceito, promovem uma tensão produtiva num mundo que se apresenta pacífico e desproblematizado. Com base nas experiências práticas observa-se que os grupos realizam deslocamentos no pensamento em direção a novas possibilidades de criação. Além disso, o confeto envolve elementos poéticos e artísticos que fazem com que Sociopoética se situe no entre-dois do saber e do
sentir. (SILVEIRA, 2004, p. 146)
Qual a importância de criar conceitos?
Tal importância reside na possibilidade de confrontar conceitos já constituídos, nos permitindo fazer surgir novas variações, operar vibrações, multiplicar possibilidades e suscitar novos acontecimentos. Dessa forma, aquilo que estava cristalizado começa a se tornar movimento. E o mais surpreendente é que nesses movimentos não estão em funcionamento apenas objetos, mas envolvem consigo a própria conformação do sujeito, pois pensar e ser são a mesma coisa. O movimento não é imagem do pensamento sem ser também matéria do ser. (DELEUZE; GUATTARI, 1997, p. 32).
A Sociopoética, no momento filosófico, pretende ser um espaço onde possa ocorrer a produção de sentidos, de acontecimentos ou de conceitos, e ao mesmo tempo, produção de subjetividade: pensar e ser são uma só e a mesma coisa. E como o conceito é um acontecimento, não pode existir sem ser perpassado de afetos que não são emoções individuais, nem sentimentos, mas intensidades que percorrem os corpos. Por isso, a Sociopoética se utiliza do neologismo “confeto”, mistura de conceito e afeto, para mostrar que na atividade do grupo pesquisador os afetos não só existem, como são o próprio
motor da criação.
segunda-feira, 10 de janeiro de 2011
Diferentes Contextos em Educação

Capítulo de Livro:
PROCESSOS CRIATIVOS: PESQUISA E ARTE-EDUCAÇÃO
Autores:Anita Rink / Marsyl Bulkool Mettrau
sábado, 9 de outubro de 2010
quarta-feira, 25 de agosto de 2010
XII Jornada Científica da UNIVERSO
IMAGINAÇÃO E SUBJETIVIDADE NO GRAFITE
XII Jornada Científica da UNIVERSO/campus Niterói - período de 24 a 28 de agosto de 2010.
Durante o evento, os alunos de graduação e pós-graduação apresentaram trabalhos científicos sob a forma de painéis.
Autor: Anita Rink (Mestranda, UNIVERSO)
Marsyl Bulkool Mettrau (Orientadora)

PALAVRAS CHAVE: Grafite, Subjetividade, Estética, Vitalizador Urbano.
XII Jornada Científica da UNIVERSO/campus Niterói - período de 24 a 28 de agosto de 2010.
Durante o evento, os alunos de graduação e pós-graduação apresentaram trabalhos científicos sob a forma de painéis.
Autor: Anita Rink (Mestranda, UNIVERSO)
Marsyl Bulkool Mettrau (Orientadora)

PALAVRAS CHAVE: Grafite, Subjetividade, Estética, Vitalizador Urbano.
XII Jornada Científica da UNIVERSO
A Imaginação Grupal nos Processos Criativos (Pesquisa com alunos do Atelier Rink)
XII Jornada Científica da UNIVERSO/campus Niterói - período de 24 a 28 de agosto de 2010.
Durante o evento, os alunos de graduação e pós-graduação apresentaram trabalhos científicos sob a forma de painéis.

PALAVRAS CHAVE: Artes, Imaginação Grupal, Processos Criativos, Experiência Cultural.
Referências:
Brait, B. (2009). Problemas da Poética de Dostoiévsky e estudos da Linguagem. Em Brait, B (org.), Bakhtin: Dialogismo e Polifonia (pp. 45-72). São Paulo: Contexto.
Mettrau, M. B. (2007). Cap. 16 – Inteligência, criatividade, movimento e espaço: apreciando nossas diferenças. In: FERREIRA, C. A. de M. e RAMOS, M. I. B. (Orgs.). Psicomotricidade: educação especial e inclusão social. Rio de Janeiro: Wak Ed. (p. 205-221).
Vygotski, L. S. (2004). Teoria e Método em Psicologia. São Paulo: Martins Fontes
Winnicott, D. W. (1975) O Brincar e a Realidade. Rio de Janeiro: Imago.
XII Jornada Científica da UNIVERSO/campus Niterói - período de 24 a 28 de agosto de 2010.
Durante o evento, os alunos de graduação e pós-graduação apresentaram trabalhos científicos sob a forma de painéis.

PALAVRAS CHAVE: Artes, Imaginação Grupal, Processos Criativos, Experiência Cultural.
Referências:
Brait, B. (2009). Problemas da Poética de Dostoiévsky e estudos da Linguagem. Em Brait, B (org.), Bakhtin: Dialogismo e Polifonia (pp. 45-72). São Paulo: Contexto.
Mettrau, M. B. (2007). Cap. 16 – Inteligência, criatividade, movimento e espaço: apreciando nossas diferenças. In: FERREIRA, C. A. de M. e RAMOS, M. I. B. (Orgs.). Psicomotricidade: educação especial e inclusão social. Rio de Janeiro: Wak Ed. (p. 205-221).
Vygotski, L. S. (2004). Teoria e Método em Psicologia. São Paulo: Martins Fontes
Winnicott, D. W. (1975) O Brincar e a Realidade. Rio de Janeiro: Imago.
quarta-feira, 28 de julho de 2010
Winnicott e os Processos criativos
No Atelier Rink... 
Processos criativos se constituem em:
um lugar e um tempo
&
em uma experiência cultural
que inclui:
tecnologia e imaginação social.
(Winnicott, 1975)

Processos criativos se constituem em:
um lugar e um tempo
&
em uma experiência cultural
que inclui:
tecnologia e imaginação social.
(Winnicott, 1975)
Atelier Rink: trabalhos compartilhados em grupo...

Julgamos que os trabalhos compartilhados em grupo podem contribuir para a mobilização do processo criador de outros alunos, professores e para a criação de novos sentidos.
Estes processos de produção artística também são vistos como produtores de narrativas identitárias, (auto)biográficas e imaginativas; produtores também de subjetividade e cultura.
Atelier Rink
Comunicação Oral na IV Mostra de Práticas em Psicologia
Processos criativos e imaginação grupal

Tema: Educação
Autor Responsável por apresentar o Trabalho: ANITA RINK
Autor(es)
adicionais: MARSYL BULKOOL METTRAU - UNIVERSO
Financiador: -
Resumo:
Pretendemos verificar a imaginação grupal e sentimentos registrados pelos alunos do Atelier Rink em sua produção artística. Ao criarem desenhos e pinturas os alunos compartilham com os colegas presentes, internautas, amigos, pesquisadores e professores suas ideias e imaginação. A expressão pictórica dos alunos será vista por todos os companheiros, em uma tentativa de dar voz a imagem, possibilitando uma polifonia a partir da obra (Bakhtin, citado por Brait, 2009). Para se produzir arte é importante o aprendizado de diversas técnicas, da influência da imaginação coletiva, contexto social e histórico e da criatividade do aluno (De Mais, 2002). Fazer arte também engloba afeto, intuição, experiência pessoal e coletiva e uma capacidade de expressar plasticamente a síntese desta multiplicidade que perpassa este aluno. Os processos criativos se constituem em um lugar e tempo e em uma experiência-cultural, incluindo a tecnologia e a imaginação social (Winnicott, 1975). Julgamos que os trabalhos compartilhados em grupo podem contribuir para a mobilização do processo criador de outros alunos, professores e para a criação de novos sentidos. Estes processos de produção artística também serão vistos como produtores de narrativas identitárias, (auto)biográficas e imaginativas; produtores também de subjetividade. Nosso objetivo é colocar em evidência a palavra, o pensamento e as interpretações realizadas pelos sujeitos pesquisados. Acreditamos na construção de novos diálogos, diferentes formas de pensar, perceber, sentir e atuar que caracterizam os sujeitos imersos em processos criativos e coletivos. O material do campo de pesquisa será coletado no lugar do ensino e da aprendizagem de desenho e na construção da palavra-imagem e imagem-palavra. Apoiando-se em alguns conceitos de Vygotsky. Serão diálogos entre pesquisador, professor e alunos. Esta pesquisa encontra-se em andamento e os resultados virão já em próxima produção apresentada.

Tema: Educação
Autor Responsável por apresentar o Trabalho: ANITA RINK
Autor(es)
adicionais: MARSYL BULKOOL METTRAU - UNIVERSO
Financiador: -
Resumo:
Pretendemos verificar a imaginação grupal e sentimentos registrados pelos alunos do Atelier Rink em sua produção artística. Ao criarem desenhos e pinturas os alunos compartilham com os colegas presentes, internautas, amigos, pesquisadores e professores suas ideias e imaginação. A expressão pictórica dos alunos será vista por todos os companheiros, em uma tentativa de dar voz a imagem, possibilitando uma polifonia a partir da obra (Bakhtin, citado por Brait, 2009). Para se produzir arte é importante o aprendizado de diversas técnicas, da influência da imaginação coletiva, contexto social e histórico e da criatividade do aluno (De Mais, 2002). Fazer arte também engloba afeto, intuição, experiência pessoal e coletiva e uma capacidade de expressar plasticamente a síntese desta multiplicidade que perpassa este aluno. Os processos criativos se constituem em um lugar e tempo e em uma experiência-cultural, incluindo a tecnologia e a imaginação social (Winnicott, 1975). Julgamos que os trabalhos compartilhados em grupo podem contribuir para a mobilização do processo criador de outros alunos, professores e para a criação de novos sentidos. Estes processos de produção artística também serão vistos como produtores de narrativas identitárias, (auto)biográficas e imaginativas; produtores também de subjetividade. Nosso objetivo é colocar em evidência a palavra, o pensamento e as interpretações realizadas pelos sujeitos pesquisados. Acreditamos na construção de novos diálogos, diferentes formas de pensar, perceber, sentir e atuar que caracterizam os sujeitos imersos em processos criativos e coletivos. O material do campo de pesquisa será coletado no lugar do ensino e da aprendizagem de desenho e na construção da palavra-imagem e imagem-palavra. Apoiando-se em alguns conceitos de Vygotsky. Serão diálogos entre pesquisador, professor e alunos. Esta pesquisa encontra-se em andamento e os resultados virão já em próxima produção apresentada.
segunda-feira, 7 de dezembro de 2009
criação estética

A criação estética não dispõe de uma língua... Cria sua comunicação
Com a Arte: adquirimos experiência estética, aguçamos nossa percepção...
A prática artística e a consciência estética se alteram de acordo com os momentos históricos.
A criação partindo do “sempre novo” (Foucault): criação como processo permanente de invenção.
Os nossos processos cognitivos estão a todo momento inventando o mundo, e não representando.
A percepção não é um ato passivo.
A criação não é o resultado de um projeto como dizem os positivistas. A criação nos seres humanos é um processo de criação de mundos possíveis.
Sempre novo (Foucault): As coisas novas são modo de representação do que já existe. Não existe o novo, mas é sempre novo.
As coisas não partem do ponto “0”. O novo é uma constante re-invenção possível.
Cada um de nós é uma coleção de informações que está o tempo inteiro inventando. A criação é uma condição permanente do vivo, que aparece, por exemplo, na criação de objetos.
Mas aí não é mais criação. Só passa a ser quando o outro “olha” esse objeto e re-cria. A criação não é o resultado de um projeto mumificado.
A criação positivista já não é mais criação. É um mausoléu, congelado. O projeto é criação, o processo é criação. A “Criação pronta” é a menos criação.
Hábitos perceptivos: o corpo está o tempo todo fazendo projetos.
Hábitos perceptivos. Criamos cotidianamente com nossos hábitos perceptivos. Fazemos todos os dias nossos projetos, que formalizam nossas percepções.
O corpo faz isso cognitivamente. É no cotidiano, é no corpo. Não só a arte é criação. É preciso expandir essa ideia.
segunda-feira, 19 de outubro de 2009
Abelardo da Hora no CCBB-RJ

Veja o adolescente pernambucano de 86 anos em seu trabalho, preparando as obras para sua exposição “Amor e Solidariedade” que chega ao CCBB do Rio de Janeiro com mais de 15 toneladas de arte, distribuídas em mais de cem esculturas do recifense Abelardo da Hora. A mostra é gratuita e fica em cartaz de terça a domingo, das 10h às 21h

Abelardo da Hora no CCBB-RJ. 60 anos de Arte. A Exposição: "Amor e Solidariedade" teve início em 22 de Setembro e vai até 29 de Novembro de 2009. Abelardo de todas as horas e de todas as gentes retrata a polivalência da cultura brasileira em esculturas, desenhos, pinturas, gravuras, cerâmicas e poesia... Quem tiver oportunidade deve conferir certamente vai se encantar. Gilberto Freire é um, dentre tantos outros, de seus admiradores e também colecionadores; assim como Ariano Suassuna, Paulo Freire, Manuel Bandeira, dentre outros.
sexta-feira, 24 de julho de 2009
Virada Russa: A Vanguarda na Coleção do Museu Estatal Russo de São Petersburgo e a experiência estética de Mikel Dufrenne



O Centro Cultural de Banco do Brasil (CCBB) do Rio de Janeiro traz ao Brasil a exposição Virada Russa: A Vanguarda na Coleção do Museu Estatal Russo de São Petersburgo. São 123 peças que marcaram o movimento artístico e cultural ocorrido durante a primeira fase da Revolução Russa, entre as décadas 1890 e 1930. A mostra reune obras de artistas da chamada vanguarda russa, vindas diretamente do acervo do State Russian Museum – o museu que reúne a maior coleção de arte russa no mundo. As obras expressam a efervescência artística e cultural dos anos anteriores ao Outubro Vermelho, que seguiram várias vertentes como o Não-Objetivismo e, principalmente, o Suprematismo e o Construtivismo. Entre as raridades que serão apresentadas nos salões do CCBB estão clássicos como Promenade, de Chagall, que representa um momento mais lírico dentro do surrealismo, e os três quadros de Malevitch, que marcam o começo do verdadeiro rigor geométrico na pintura – a cruz, o quadrado e o círculo negro sobre um fundo branco. As obras de Kandinsky – como Igreja Vermelha, Cruz Azul e São George II, presentes na mostra – marcam o ponto de partida para a pintura abstrata. Tatlin precursor da vertente construtivista está presente na mostra com a obra Contra-relevo de Esquina – complexo, em aço, alumínio, zinco e madeira que traduz o novo mundo industrial ao adotar formas, materiais e técnicas da moderna tecnologia, encarnando a ideia do artista-engenheiro. A mostra traz, ainda, peças de roupa desenhadas por Bárbara Stepanova, dentro da noção construtivista do artista ligado à fábrica.
Este passeio por entre obras relacionadas à história da arte deve ser saboreado na sua diversidade estética e percebida dentro do campo afetivo e imaginário de cada pessoa. O fato destas obras terem importância histórica não deveria obrigar o observador a gostar ou a ter uma opinião já formada sobre ela. Segundo o filósofo francês Mikel Dufrenne, existe uma experiência estética que seria uma forma de reconciliar o homem consigo mesmo. Nesta experiência haveria uma aproximação de uma atitude sentimental com uma atitude racional. Portanto, as diversas exposições que freaquentamos podem nos ajudar neste exercício, em que estar diante de uma obra pode ser uma experiência estética - a imaginação, o afeto e o conhecimento podem estar juntos - de modo a "usar" a arte para habitarmos melhor o nosso mundo interno e imaginativo e externo.


quarta-feira, 24 de junho de 2009
sábado, 20 de junho de 2009
Simon Schama: "Revolução não me interessa"

Simon Schama (HarperCollins), autor do livro "The Power of Art", em entrevista comenta sobre o conteúdo deste livro que foi feito a partir do documentário de mesmo nome para a BBC. Esta obra se baseia em oito artistas eleitos por sua intensidade e por mostrar que arte não é só para repouso e decoração. Os grandes inquietos artistas ganharam espaço no livro: Caravaggio, Bernini, Rembrandt, David, Turner, Van Gogh, Picasso e Rothko.
Todos os artistas do livro estavam dispostos em transformar nosso olhar, revirar o modo como vemos e sentimos a realidade. Para Simon Schama mudar o olhar não é nada revolucionário, pois não significa algo radicalmente diferente do que havia anteriormente. Os grandes artistas projetavam fazer uma "revolução" nas artes, ou melhor, uma reivenção utópica de tudo. Sem partir do zero, sem ser algo radicalmente novo, pois a grande arte não impõe.
http://oglobo.globo.com/ciencia/mat/2007/04/27/295549823.asp
http://oglobo.globo.com/ciencia/mat/2007/04/27/295549823.asp
quinta-feira, 18 de junho de 2009
domingo, 14 de junho de 2009
Neoconcretismo - arte construtiva

O estilo Neoconcretista (1959), surgido no Rio de Janeiro, une lirismo e forma. Pregava a subjetividade e humanismo na arte. Os Neoconcretista fizeram oposição aos Concretistas paulistas, extremamente racionais, objetivos e visuais. Pensamento e subjetividade se juntam no estilo neoconcreto, pois o modo com que pensavam o mundo o sensível compartilhava com o lado reflexivo da arte. Os neoconcretos parecem ter bebido na fonte do filósofo Espinosa. Este filósofo afirma que tudo que é físico tem um correlato mental, ele descreve uma relação entre o corpo e a alma, como uma relação de identidade. Para Espinosa o corpo seria o modo finito de uma substância infinita; portanto para ele todo objeto no mundo tem seu correlato mental.
“Os neoconcretistas procuravam novos caminhos dizendo que a arte não é um mero objeto: tem sensibilidade, expressividade, subjetividade, indo muito além do mero geometrismo puro. Eram contra as atitudes cientificistas e positivistas na arte. A recuperação das possibilidades criadoras do artista (não mais considerado um inventor de protótipos industriais) e a incorporação efetiva do observador (que ao tocar e manipular as obras torna-se parte delas) apresentam-se como tentativas de eliminar a tendência técnico-científica presente no concretismo.” Wikipédia
O Neoconcretismo não se limitava apenas às artes visuais, e sim experiências literárias, livros-poemas performances , Balé Neoconcreto de Lígia Pape e Reinaldo Jardim e até mesmo a maquete de um Teatro Integral. O neoconcretismo foi uma arte eminentemente sensorial e reflexiva, que, segundo Ferreira Gullar, durou pouco pois provocou uma saída da arte para fora da arte. Para Gullar, Hélio Oiticica, Lygia Clarke e Ligia Pape são posteriores ao Neoconcretismo, pois suas obras mudaram depois de 1963.
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